quinta-feira, 21 de julho de 2011

O Diário de Anne Frank

Oi, pessoal! Semana passada eu entrei de férias (ou recesso, como os meus professores cismam em chamar). Tudo está um tédio total, passo horas a fio na internet e vendo televisão. Resolvi voltar a ler "O Cortiço", que tinha deixado de lado há um tempo atrás. Então fiquei pensando: "oras, acho que seria uma boa postar no blog!" E eis-me aqui. =)
Não, hoje não vou falar d'O Cortiço, até porque, eu ainda nem terminei de ler. Meu primo Rafael (um dos maiores incentivadores desse blog) e a minha mamãe, me pediram para falar sobre "O Diário de Anne Frank" várias vezes. Portanto, já está na hora de fazer uma pequena resenha sobre esse livro.
O Rafa me deu O Diário há algum tempo. Assim que comecei a ler, admito que não achei nada interessante. Anne me parecia um pouco chata e as suas histórias diárias me irritavam. Cheguei a abandonar por um tempo, mas quando tomei coragem e voltei a ler, me surpreendi. Anne passou a contar sobre os seus dias escondidas em um sótão, já que ela e a sua família estavam tentando escapar dos ataques nazistas em Amsterdã. A família Frank era judaica e, por isso, era perseguida na época da II Guerra Mundial. Não só ela, como todos que faziam parte da minoria. Sendo assim, os Frank dividiam o sótão com outra família. Anne fala das brigas que passaram a ser comuns entre os habitantes do "anexo secreto", dos bombardeios constantes que ela escutava, dos seus medos e dos seus sonhos.
Eu gosto muito de livros sobre a II Guerra e a Alemanha nazista, principalmente "O Menino do Pijama Listrado" e "A Menina que Roubava Livros" (prometo fazer uma resenha desses). Como sou chorona de carteirinha, me debulhei em lágrimas lendo essas duas obras, mas enquanto lia as histórias da Anne, não derramei uma lagriminha sequer! O que eu achei bem estranho.
O desfecho da história é aquela que os que ainda não leram o livro podem imaginar. O Diário de Anne Frank passa uma mensagem triste , mas sem perder sua beleza. Dou várias estrelinhas para esse livro e recomendo muitoooo! Somente espero que obras como essas nunca venham a ser escritas novamente.
PS: Anne Frank tem um museu na Holanda em sua homenagem. Clique aqui para conhecer.
"É uma maravilha eu não ter abandonado todos os meus ideais, que parecem tão absurdos e pouco práticos. Se me prendo a eles, porém, é porque ainda acredito, apesar de tudo, que as pessoas têm bom coração."

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Mochileiro das Galáxias

Olá, leitores incansáveis. Como era de se esperar, eu abandonei legal o blog. Talvez por preguiça, talvez por falta de inspiração. Mas a questão é que eu voltei. E agora é pra ficar. Porque aqui, aqui é o meu lugar. Pois bem.
Hoje vou falar sobre a série "O Mochileiro das Galáxias", de Douglas Adams. Já li os dois primeiros livros da saga e estou achando o máximo. Adams tem um jeito único de levar as suas histórias. Ele consegue ser crítico e, ao mesmo tempo, cômico. Mochileiro das Galáxias fala sobre a vida, o universo e tudo o mais. Arthur Dent é um terráqueo que tem sua vida mudada quando o seu planeta natal é explodido. Ford Prefect, seu amigo e alienígena disfarçado, consegue tirá-los da Terra e a partir daí, os dois começam uma grande expedição universo a fora. E durante todo o seu trajeto, os dois vão sendo guiados pelo Guia do Mochileiro das Galáxias, um best-seller que ajuda os viajantes da galáxia a sobreviverem nessa aventura.
Ricas em detalhes e com enredo fascinante, as duas obras que eu já li só me fizeram ter mais vontade de ler o resto e descobrir o grande mistério que envolve o número 42. É uma série que, com certeza, eu indico para todos que quiserem sair da Terra e dar uma voltinha pelo universo.
"Fosse como fosse, ele sabia o que tinha de fazer. Quando a nave vogon sobrevoou o lugar onde ele estava, Ford abriu sua mochila. Jogou fora um exemplar de José e a Extraordinária Túnica de Sonhos Tecnicolor e um exemplar de Godspell: ele não ia precisar daquilo no lugar para onde ia.Tudo estava pronto, tudo estava preparado.Ele sabia onde estava sua toalha!"

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Xangô de Baker Street

Olá, assíduos leitores! Aqui estou eu novamente com aquela vontade de me comunicar. Bom, então vamos lá.
Ontem eu terminei de ler mais um livro que, na verdade, enrolei muito para chegar ao fim. O Xangô de Baker Street é uma obra que muitos devem conhecer, não só pelo fato do autor ser o humorista e apresentador Jô Soares, mas também por ter tido uma versão adaptada ao cinema em 2001.
No livro de Jô, a história se passa na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1886. Um valioso violino Stradivarius, dado de presente a baronesa Maria Luiza pelo imperador Dom Pedro II, desaparece misteriosamente. Com a vinda da diva Sarah Bernhardt ao Brasil, a cidade está eufórica perante ao talento da francesa, mas, ao mesmo tempo, um assassinato terrível choca a todos: uma prostituta é assassinada e tem suas orelhas decepadas. O imperador conta a Sarah sobre o roubo do violino e ela tem uma ideia: chamar o ilustre detetive inglês Sherlock Holmes. Holmes tem a missão de desvendar o roubo do violino, mas ao chegar no Rio de Janeiro, descobre que mais um mistério ronda a cidade. O delegado Mello Pimenta pede sua ajuda e assim, a história vai se desenrolando. Holmes conhece uma mulata por quem ele se apaixona, visita um terreiro de Candomblé e aprecia das mais diversas comidas típicas. O Xangô de Baker Street nos mostra um país governado pela monarquia, envolvendo escravos, bajuladores da corte e figuras ilustres da época.
Eu diria que o livro é bom e daria, talvez, uma nota 7. É muito bem escrito e mostra um equilíbrio maravilhoso entre ação e humor. O que deixa muito a desejar é o desfecho da história, onde espera-se muito mais do que é encontrado nas páginas finais. Mas está aí mais uma dica de leitura para quem aprecia serial killers, humor, aventura e o Rio de Janeiro no fim do século XIX. ;D

"Este era um detalhe indispensável, desde que o Alemão, cansado das penduras, tinha colocado um cartaz bem visível ao lado da caixa com os dizeres: viado só amanhã. O erro de grafia devia-se à origem germânica do proprietário, que invariavelmente trocava o F pelo V. Ninguém quisera corrigir o pitoresco equívoco."

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Mapa do Tempo

Olá, caros leitores. Sejam bem vindos ao "Letras sobre Letras"! Como é de se esperar, esse blog falará sobre nada mais nada menos que... letras. Resenhas de livros, dicas e tudo mais. Espero que gostem. :) Minha primeira postagem aqui será sobre o livro O Mapa do Tempo, de Félix J. Palma. Acabei de lê-lo há alguma horas e não vejo a hora de falar sobre ele.
No século XIX, mas precisamente no ano de 1896, cientistas e escritores creem que a ciência pode, além de conquistar o próprio presente, conquistar o passado e o futuro. E essas especulações se tornam concretas quando a Empresa de Viagens Temporais Murray anuncia a descoberta do século: uma forma de viajar ao ano 2000 e assistir à incrível batalha final entre humanos e autômatos. No desenrolar da história, são apresentados personagens importantes, como Andrew Harrington, um jovem endinheirado que, após ter sua amada assassinada por Jack, o Estripador, perdeu totalmente a razão de viver. Aparecem também Tom Blunt e Claire Haggerty, que embalam uma doce e inesperada história de amor, e o autor da obra "A Máquina do Tempo", o escritor H. G. Wells, que será o elo entre essas duas histórias. Wells também tem de enfrentar um viajante do tempo que ameaça roubar a autoria de um de seus livros que ainda nem havia sido lançado!
Com uma pitada de suspense, o desenrolar da história é surpreendente. Palma tem um modo muito interessante de passar para o papel todas as ideias que flutuam em sua mente. É uma história rica em detalhes (talvez possua muitos detalhes desnecessários, que mais parecem estar lá para encher o conteúdo do livro, mas nada que tire o brilho da obra).
"O Mapa do Tempo" é um livro excelente que nos deixa com várias perguntas na cabeça. Será possível viajar pelos séculos? Será que o homem descobrirá esse mistério que é o tempo? E quando isso acontecerá? Será bom ou será ruim? Perguntas que só podem ser respondidas pelas nossas próprias especulações.
E para você aí, fica a dica desse grande sucesso que é o livro de Félix J. Palma. Vale muito a pena ler e quem sabe em um futuro próximo, a ficção não vire realidade?

"O tempo só se revelava nas folhas secas, nas feridas que cicatrizavam, no caruncho que devorava, na ferrugem que se espalhava, nos corações que se cansavam. Se não houvesse ninguém para marcá-lo, o tempo não era nada, absolutamente nada."