Oi, pessoal! Semana passada eu entrei de férias (ou recesso, como os meus professores cismam em chamar). Tudo está um tédio total, passo horas a fio na internet e vendo televisão. Resolvi voltar a ler "O Cortiço", que tinha deixado de lado há um tempo atrás. Então fiquei pensando: "oras, acho que seria uma boa postar no blog!" E eis-me aqui. =)
Não, hoje não vou falar d'O Cortiço, até porque, eu ainda nem terminei de ler. Meu primo Rafael (um dos maiores incentivadores desse blog) e a minha mamãe, me pediram para falar sobre "O Diário de Anne Frank" várias vezes. Portanto, já está na hora de fazer uma pequena resenha sobre esse livro.
O Rafa me deu O Diário há algum tempo. Assim que comecei a ler, admito que não achei nada interessante. Anne me parecia um pouco chata e as suas histórias diárias me irritavam. Cheguei a abandonar por um tempo, mas quando tomei coragem e voltei a ler, me surpreendi. Anne passou a contar sobre os seus dias escondidas em um sótão, já que ela e a sua família estavam tentando escapar dos ataques nazistas em Amsterdã. A família Frank era judaica e, por isso, era perseguida na época da II Guerra Mundial. Não só ela, como todos que faziam parte da minoria. Sendo assim, os Frank dividiam o sótão com outra família. Anne fala das brigas que passaram a ser comuns entre os habitantes do "anexo secreto", dos bombardeios constantes que ela escutava, dos seus medos e dos seus sonhos.
Eu gosto muito de livros sobre a II Guerra e a Alemanha nazista, principalmente "O Menino do Pijama Listrado" e "A Menina que Roubava Livros" (prometo fazer uma resenha desses). Como sou chorona de carteirinha, me debulhei em lágrimas lendo essas duas obras, mas enquanto lia as histórias da Anne, não derramei uma lagriminha sequer! O que eu achei bem estranho.
O desfecho da história é aquela que os que ainda não leram o livro podem imaginar. O Diário de Anne Frank passa uma mensagem triste , mas sem perder sua beleza. Dou várias estrelinhas para esse livro e recomendo muitoooo! Somente espero que obras como essas nunca venham a ser escritas novamente.
PS: Anne Frank tem um museu na Holanda em sua homenagem. Clique aqui para conhecer.
"É uma maravilha eu não ter abandonado todos os meus ideais, que parecem tão absurdos e pouco práticos. Se me prendo a eles, porém, é porque ainda acredito, apesar de tudo, que as pessoas têm bom coração."


